Igreja georgiana do século VI sobre um promontório rochoso em <strong>Mtskheta</strong>, Patrimônio UNESCO, com vistas para a confluência do <strong>Aragvi</strong> e do <strong>Mtkvari</strong>.

Localização no Cáucaso

Descrição

A primeira vez que se vê o Mosteiro de Jvari é quase sempre de baixo, a partir da rodovia que margeia Mtskheta: uma silhueta de pedra cinza-escura sobre um morro pelado, com as montanhas ao fundo. Essa imagem de conjunto — o edifício sobre o promontório, os rios Aragvi e Mtkvari confluindo lá embaixo — é provavelmente mais impactante do que o interior do mosteiro em si.

Para chegar ao topo é preciso subir de carro por uma estrada sinuosa de cerca de três quilômetros a partir de Mtskheta. O estacionamento costuma ter táxis; no verão aparecem vendedores de água e lembranças. O recinto é pequeno: a igreja ocupa quase todo o espaço dentro dos muros e há pouco espaço para circular quando coincidem vários grupos. A pedra do exterior é tufa vulcânica verde-acinzentada que muda de cor conforme a hora; de manhã cedo, antes das nove, recebe uma luz quente que desaparece quando o sol sobe.

O interior é austero: uma nave escura com poucas janelas, uma grande cruz de pedra no centro — da qual vem o nome Jvari, 'cruz' em georgiano — e alguns fragmentos de afresco muito deteriorados nas paredes. Sem mosaico nem pinturas conservadas, o peso do lugar recai na arquitetura em cruz inscrita e nas vistas a partir do terraço externo, que são das melhores de toda a região de Mtskheta. A entrada é gratuita; os monges aceitam doações.

História

O Mosteiro de Jvari foi construído no final do século VI, durante o reinado do rei Guaram I, sobre o lugar onde a santa Nino havia erguido uma cruz de madeira ao introduzir o cristianismo na Geórgia dois séculos antes. É um dos primeiros exemplos da arquitetura de cruz inscrita que definiria os templos georgianos medievais. A UNESCO o inscreveu como Patrimônio da Humanidade em 1994, junto com a cidade histórica de Mtskheta. O edifício é considerado na Geórgia um dos mais importantes do país, tanto pela sua antiguidade quanto pela sua posição na narrativa da identidade nacional ortodoxa georgiana.

O que ver e fazer

  • Cruz de pedra central A grande cruz que dá nome ao mosteiro (Jvari significa 'cruz') ocupa o centro da nave e é atribuída ao período original do século VI.
  • Vistas para a confluência dos rios A borda exterior do recinto oferece vistas para a confluência do Aragvi e do Mtkvari e para Mtskheta lá embaixo; é o ponto mais fotografado e o que mais justifica a subida.
  • Exterior em tufa vulcânica Os muros externos com suas decorações em relevo são visualmente mais ricos do que o interior. Vale a pena dar a volta completa ao edifício para ver os diferentes relevos.
  • Catedral de Svetitskhoveli De Jvari vê-se a catedral de Svetitskhoveli no centro de Mtskheta; muitos tours combinam os dois monumentos numa excursão de meio dia a partir de Tbilisi.

Como chegar

Jvari fica a cerca de 22 km a noroeste de Tbilisi, perto de Mtskheta. De Tbilisi há marshrutkas frequentes para Mtskheta (30–40 minutos a partir da estação de Didube); de Mtskheta é preciso pegar um táxi até o mosteiro, uns 5–8 lari (~1,5–3 €). De carro próprio a partir de Tbilisi são cerca de 25 minutos. Muitos tours combinam Jvari com a catedral de Svetitskhoveli em meio dia.

Melhor época para visitar

Março a maio e setembro a novembro são as melhores épocas, com temperaturas moderadas e luz mais horizontal do que no verão. Julho e agosto o calor é intenso no promontório sem sombra — até 35 graus — e os grupos de tour se acumulam ao meio-dia; convém chegar antes das nove. No inverno pode haver neve no promontório, o que transforma a visita, embora o acesso pela estrada possa se complicar.