Obra de Zaha Hadid em Baku: curvas brancas sem ângulos, exposições de história azerbaijana e prémio de melhor design do mundo em 2014.

Localização no Cáucaso

Descrição

Desde a avenida Heydar Aliyev, no bairro de Narimanov, o edifício já se distingue a vários quarteirões de distância: uma massa branca e ondulada que parece ter brotado do chão em vez de ter sido construída sobre ele. De perto, o revestimento de fibra de vidro tem algo de pele tensa; não existe um canto reto em toda a fachada do Centro Heydar Aliyev. Em dias de sol forte a luz rebate com uma intensidade quase incómoda, mas ao entardecer a superfície adquire um tom quente que contrasta bem com o céu de Baku.

O interior segue a mesma lógica fluida: rampas contínuas que sobem e descem sem degraus visíveis, num espaço que desorienta quem tenta orientar-se depressa. As exposições permanentes sobre história e cultura azerbaijana estão bem montadas, com textos em azeri, russo e inglês. A sala de tapetes — com peças de Quba, Karabakh e outras escolas regionais — e a dedicada a manuscritos medievais são as mais concorridas. O auditório central acolhe concertos e projeções com regularidade; vale a pena consultar a programação antes de ir.

Em torno do edifício, o parque do Centro Heydar Aliyev tem zonas verdes bem cuidadas onde os bakuenses passeiam ao fim da tarde, especialmente na primavera. A entrada para as exposições custa cerca de 15 manat (uns 8-9 €); os estudantes pagam tarifa reduzida. O café interior funciona, embora os preços estejam acima da média local.

História

O Centro Heydar Aliyev foi inaugurado em 2012 em Baku, no terreno de um antigo parque soviético no bairro de Narimanov. Foi projetado pela arquiteta irano-britânica Zaha Hadid, que assinou aqui um dos seus projetos mais reconhecidos: sem ângulos retos, sem cornijas, com a cobertura a fluir para o chão até se tornar no pavimento do parque. O edifício tem o nome do presidente Heydar Aliyev, que governou o Azerbaijão desde 1993 até à sua morte em 2003 e é considerado figura fundacional do estado pós-soviético. Em 2014 o Design Museum de Londres atribuiu-lhe o prémio Design of the Year, o que lhe deu projeção internacional e o colocou nos circuitos de arquitetura contemporânea.

O que ver e fazer

  • Fachada exterior e parque A curvatura de fibra de vidro branca do Centro Heydar Aliyev é o motivo mais fotografado do Baku moderno; o parque circundante tem bancos e relvado onde as pessoas locais descansam ao fim da tarde.
  • Exposição permanente de história azerbaijana Percorre desde a pré-história até à independência com maquetes, objetos arqueológicos e painéis em azeri, russo e inglês. Calcule entre hora e meia e duas horas.
  • Sala de tapetes e artesanato Coleção representativa das diferentes escolas de tapeçaria do país; as peças de Quba e Karabakh destacam-se pela densidade do nó e pelos tons vegetais.
  • Sala de manuscritos e miniaturas Reproduções e originais de livros iluminados medievais da tradição cultural azerbaijana, com contexto histórico bem explicado.
  • Auditório e exposições temporárias O espaço central do Centro Heydar Aliyev acolhe concertos, projeções e mostras que rodam com regularidade; consulte a programação no site oficial antes de visitar.

Galeria de fotos

Como chegar

O Centro Heydar Aliyev fica na avenida Heydar Aliyev, bairro de Narimanov. A estação de metro mais próxima é Nariman Narimanov (linha verde), a uns 10-12 minutos a pé. Também circula o autocarro 125 a partir do centro. Um Bolt a partir de Icheri Sheher (casco histórico) custa entre 4 e 6 manat. Há estacionamento à superfície junto ao edifício, que aos fins de semana fica lotado a meio da manhã.

Melhor época para visitar

O Centro Heydar Aliyev abre todo o ano. No verão, com Baku a ultrapassar os 38 °C, o interior com ar condicionado é bem-vindo. A primavera (abril-maio) e o outono (setembro-outubro) são as estações mais confortáveis para combinar o percurso interior com o passeio pelo parque exterior. No inverno o edifício funciona normalmente, mas o vento do Cáspio torna pouco apetecível ficar lá fora.