Museu Nacional do Tapete
Azərbaycan Milli Xalça Muzeyi
O museu de Baku dedicado ao tapete azerbaijanês, num edifício com forma de rolo junto ao Cáspio, com peças do século XVI ao XX.
Localização no Cáucaso
Descrição
O Museu Nacional do Tapete de Baku chama a atenção antes mesmo de entrar: o edifício, concebido para parecer um tapete enrolado, curva-se sobre si mesmo com revestimentos em tons ocres e azuis frente ao Boulevard do Cáspio. Por fora é um pouco desconcertante — não é o tipo de arquitetura que se espera junto ao mar —, mas funciona como referência visual à distância. Por dentro, a temperatura é agradável nos meses de verão, quando Baku pode facilmente atingir os 38 graus.
A coleção permanente organiza as peças por regiões históricas de produção: Karabakh, Shirvan, Guba e Tabriz, entre outras. Cada zona tem uma linguagem visual própria: diferentes densidades de nó, paletas cromáticas, motivos geométricos ou florais. Os painéis explicativos estão em azerbaijanês e inglês — não em português —, mas as diferenças de estilo percebem-se facilmente sem precisar de ler muito. Os tapetes mais antigos datam do século XVI e várias peças de Karabakh penduradas em paredes com mais de três metros de altura.
Há também uma sala com utensílios de tecelagem, amostras de lã tingida com corantes naturais e uma pequena secção que explica o processo de produção. A entrada custa aproximadamente 5 manats (cerca de 3 €); guias em vários idiomas estão disponíveis por um custo adicional. A loja do museu vende réplicas e artesanato local, embora os preços sejam sensivelmente mais altos do que no Bazar Taza ou nos postos da Cidade Velha.
História
O tapete foi durante séculos um elemento central da vida doméstica, comercial e ritual no Azerbaijão histórico. As regiões de Karabakh, Shirvan e Guba desenvolveram tradições de design próprias, transmitidas ao longo de gerações principalmente por mulheres em ateliês familiares. O primeiro museu dedicado ao tapete azerbaijanês abriu em Baku durante a era soviética, nos anos setenta, instalado então numa mesquita reconvertida da Cidade Velha. O edifício atual, projetado pelo arquiteto Franz Janz, foi inaugurado em 2014 junto ao Boulevard do Cáspio e recebeu a coleção ampliada com novas aquisições.
O que ver e fazer
- Galeria de tapetes de Karabakh As peças maiores da coleção: desenhos densos, cores intensas de vermelho e azul escuro, e nós muito apertados que dão uma textura quase tátil quando vistos de perto. Os tapetes desta sala são os que retêm a atenção por mais tempo.
- Secção de Shirvan e Guba Tapetes com desenhos geométricos mais estilizados e paletas de azul, vermelho e marfim. Representativos do estilo que o mercado internacional identifica como azerbaijanês; visualmente mais leves do que os de Karabakh.
- Sala de materiais e utensílios Teares tradicionais, amostras de lã tingida com índigo, romã e outras plantas, e painéis sobre o processo de produção. Útil para compreender o que se vê nas salas principais.
- Ateliê de demonstração Em certas horas há demonstrações de tecelagem em tear com artesãos a trabalhar ao vivo. Vale a pena perguntar na receção o horário do dia, pois não é fixo.
- Fachada exterior e Boulevard O exterior do edifício frente ao Mar Cáspio funciona bem para fotografias, sobretudo com a luz da tarde. Combina facilmente com um passeio pelo Boulevard de Baku em direção à Praça da Chama.
Galeria de fotos
Como chegar
O Museu Nacional do Tapete fica no Boulevard de Baku, a cerca de 10 minutos a pé da estação de metro de Icheri Sheher (Cidade Velha), descendo em direção ao Cáspio. Do Aeroporto Internacional Heydar Aliyev o metro demora cerca de 40 minutos até Icheri Sheher (0,4 manat). De táxi do aeroporto o percurso custa entre 20 e 25 manats. O museu abre de terça a domingo; fecha às segundas.
Melhor época para visitar
Por ser um espaço climatizado, o Museu Nacional do Tapete pode ser visitado em qualquer época. Em julho e agosto, quando Baku ultrapassa os 35-38 graus, é um bom refúgio durante as horas centrais do dia. A primavera e o outono são mais cómodos para combinar a visita com passeios pelo Boulevard e pela Cidade Velha. O inverno é fresco mas raramente muito frio, e o museu mantém horário normal.